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Os influenciadores como os novos varejistas no mercado de arquitetura e decoração

Os influenciadores como os novos varejistas no mercado de arquitetura e decoração

Escolhi este título da matéria, os influenciadores como os novos varejistas no mercado de arquitetura e decoração, inspirado por uma notícia que recebi pelo Instagram sobre o tema.

E ainda fui motivado a escrever depois do convite para a live com a profissional Camila Rank, especialista em marketing pessoal que tenho orgulho por ter mentorado, sobre o case da marca pessoal Nati Vozza, blogueira de moda que recentemente vendeu sua marca própria de roupas NV para o grupo SOMA, dono das marcas como ANIMALE e FARM, por R$210 milhões de reais.

A análise foi perfeita, indo aos primórdios dos blogs escritos, à evolução e projeção que podemos ser e pensar enquanto influenciadores, macros e nanos, em nossas redes sociais.

Assista a live completa em link abaixo, mas antes, leia uma resumo das respostas e raciocínio ao olharmos para o universo do varejo, no final, focado na arquitetura e decoração.

Camila Rank - Adriano, você como um estrategista em marketing pessoal desde 2006, está acompanhando a movimentação das marcas pessoais ganhando força há 14 anos. No seu ponto de vista, quando isso explodiu? Só agora?

Adriano Tadeu - Aconteceu mesmo em 2019, mas já estava sendo anunciado há tempos, até mesmo pelo grande varejo internacional como os grupos Walmart e Amazon, que falavam sobre o tema nos encontros anuais na NRF, maior feira de varejo do mundo que acontece todos os anos em janeiro em Nova York. Em 2017 já se falava sobre nano-influenciadores e também na potência em que as pessoas e suas redes sociais teriam de mais destaque no mercado por um todo, varejo ou não, alto luxo ou de massa.

Mas com certeza em 2020, com a oportunidade de todos definitivamente usar e abusar de sua presença online e entender que as compras online não prejudica ninguém, é que o destaque para as marcas pessoais começaram a ser interesse de muitos.

Falo isso com propriedade, já que fiz parte do nascimento dos antigos fotologs, orkut, começo do facebook profile e páginas e outras redes sociais que foram "moda" na época, como periscope.

Camila Rank - A Nati Vozza é uma empresária e influencer de moda das antigas. Você acha que a marca dela, a By NV, é um sucesso pelo fato dela ser forte pessoalmente?

Adriano Tadeu - Com toda certeza isso merece destaque, porque ela sabe definitivamente que não é de uma hora para outra a conquista pelo lugar que hoje ela ocupa. Ela batalhou, suou a camisa. Somente quem está ao lado dela é que sabe tudo que já passou. Ela talvez tenha feito um sonho virar realidade, ou batalhou muito para construir sua oportunidade. E isso foi reconhecido pelo público.

Como ela entrega verdade desde sempre, e também qualidade em suas peças, o público se engajou e despertou nela a força de negócio que vemos hoje.

Camila Rank - Na pandemia, umas das estratégias que ganhou maior visibilidade para a marca pessoal Nati Vozza foi o fato de trazer conteúdo no seu perfil sobre empreendedorismo, negócios de moda, etc. Isso foi um diferencial perante a maioria das influencers de moda de luxo que continuaram a só mostrar suas casas de luxo e looks do dia? Ou são públicos diferentes?

Adriano Tadeu - Diferencial e verdade. Não vejo que quem continuou mostrando look do dia tenha errado, para elas eram verdade naquele momento. Mas o público pode escolher e se ver ainda mais perto de quem transmitia aquilo que pra ele também era verdade. O caso que analisamos novamente se destaca por mostrar os bastidores, conversar com o público que busca conhecimento e não somente consumo. É o marketing de conteúdo e que unido ao storytelling verdadeiro da marca ganha papel fundamental na comunicação e vendas.

Camila Rank - 2 semanas atrás saiu que a marca estava em negociação com o Grupo Soma, no valor de R$210 mil, e a estratégia de Nati para comunicar e confirmar a negociação com seu público foi via Live, o que acha desse formato?

Adriano Tadeu - As lives hoje são portas abertas para o mercado, como antigamente se via muito em coletivas de imprensa. Até mesmo porque estamos em uma pandemia, ela ter anunciado a venda da marca em uma live, serviu como uma coletiva de imprensa para público direto e não para somente jornalistas, que replicariam a informação.

E, com certeza, esse formato já é usado por ela para proximidade do público, assim nada mais funcional e certo do que ela ter continuado nele.

Camila Rank - Uma das marcas da Nati é a relação sincerona e próxima do seu público não separando o que pessoal do profissional,  o que acha disso? 

Adriano Tadeu - O grande segredo que dá certo! Hoje não seguimos mais negócios ou buscamos informações técnicas de produtos, queremos, enquanto consumidores, saber das emoções que outros seres humanos têm ao usar os produtos/serviços. O pessoal e profissional são uma coisa só e saber dosar o que se expõe no ambiente online entre as duas vertentes é ser atual no modelo de marketing e comunicação contemporâneo. Cada vez mais iremos ver a sinceridade voltada a realidade sendo destacada entre empresas e pessoas. Isso é personalidade. Agora, não há fórmulas, na minha opinião, é muito sobre o que sentimos que devemos fazer sobre o que dá certo continuar fazendo. Muito individual. Até que o público se identifique e continue a seguir.

Camila Rank - Muitas outras influencers também estão desdobrando sua marca pessoal em outros negócios, como a Camila Coelho, Camila Coutinho, Mica Rocha. Isso é uma tendência que podemos esperar ver mais por aí?

Adriano Tadeu - Já é realidade e não mais tendência. Aqui mesmo vemos há tempos as irmãs Alcântara da empresa @tudoorna brilhando com suas marcas próprias. Bruna Markezine e Mariana Rui Barbosa também são exemplos de pessoas públicas que criaram suas marcas próprias. 

Grandes grupos do mundo do luxo sabem deste potencial de influência, no entanto que um dos maiores sucessos destes tempos é a marca Fenti, com a cantora Rihana como diretora criativa. A marca leva seu sobrenome e é destaque do grupo LVMH.

Camila Rank - Falando de mercado de luxo, principalmente na moda, o que vai continuar sendo e o que foi modificado pela pandemia?

Esta resposta e complemento das outras você pode ver na íntegra no vídeo que está no ar no IGTV da Modal, com link abaixo pela imagem ou AQUI.

Os influenciadores como os novos varejistas no mercado de arquitetura e decoração

Como conclusão, vou puxar exatamente o título deste conteúdo e trazer para o seu olhar o potencial que as pessoas estão tomando frente suas contas online, que se tornaram contas de varejo, uns mais populares e outros mais segmentados, exatamente como o mercado de luxo e grandes contas, como já citadas - Walmart e Amazon.

Com a chegada em definitivo do ambiente online e a tomada crescente das redes sociais como lojas online - Instagram acabou de anunciar a mudança em seu feed com prioridade ao reels e às lojas online - as próprias lojas deverão cada vez mais mirar parte dos seus esforços de marketing para identificar pessoas/profissionais/marcas pessoais capazes de falar com seu público-alvo, servindo como trade marketing em muitos casos, gerando resultados através de suas reais percepções e experiências, servindo como curadores de produtos e influenciando quem os acompanha, milhões ou milhares.

Na arquitetura e decoração não será diferente, pois cada vez mais os clientes finais precisam do olhar apurado dos profissionais e especificadores para potencializar os resultados e conseguir trazer novidades da área nos lares e locais de trabalho. Serão eles cada vez mais os veículos reais que conectarão as marcas aos clientes finais em projetos cada vez mais únicos e atuais.

 

Foto de capa: Reprodução Instagram @lydiamillen

 

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Adriano Tadeu Barbosa
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Sou um profissional do pensamento e da prática, um comunicador que busca movimentos do Mercado de Luxo para diferenciar pessoas no Marketing Pessoal, desde 2006, com aprovações nacionais e internacionais e conteúdos em diversos formatos.

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