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Os 4 pilares da Sustentabilidade nos negócios e na arquitetura

Os 4 pilares da Sustentabilidade nos negócios e na arquitetura

O quanto se fala hoje em sustentabilidade me faz acreditar que isso está diretamente ligado ao propósito de vida que pessoas e empresas estão manifestando de um tempo para cá, pois, se não cuidarmos do que é nosso, ao pensarmos no planeta, iremos somente deixar histórias e registros do que existiu sem possibilidades para o que está por vir.

Sem falar que é uma necessidade cada vez maior e que começou a ser discutida em âmbito global na Conferência de Estocolmo (1972), seguindo pelo Brasil com a ECO-92 (1992) e tendo o último destaque com o Acordo de Paris (2015), somados a outros encontros entre estes anos.

Pode parecer antagônico, mas a grande maioria ainda não se atentou para o termo sustentabilidade, que há anos, além de discutido, vem sendo informado em diferentes frentes. Basta olhar o passado que certamente iremos encontrar alguma situação que não existe mais devido ao extermínio de algum item da flora e fauna - não pense aqui somente nos Dinossauros, clássicos quando falamos em extermínio, mas comece a enxergar o Lobo Vermelho, por exemplo, cuja estimativa é de somente 30 indivíduos soltos pela Carolina do Norte/EUA em 2019.

Ou do racionamento de água, que se você mora no Brasil, certamente já viveu ou está vivendo, devido a falta de água dos reservatórios causada pelo excesso de consumo e falta de chuva.

Quando falamos de sustentabilidade, além do aspecto ambiental, devemos olhar outros 3 aspectos ligados aos termos econômicos, sociais e culturais.

O termo econômico traz discussões financeiras e que impactam diretamente no termo social, ou capital humano, já que é pela economia que se há renda gerada pelo trabalho e consumo das pessoas. Aqui precisamos pensar em qualidade de vida, bem-estar, ambientes de trabalho agradáveis e saúde - intensificada pela pandemia que atualmente vivemos.

Ainda no termo econômico, assuntos sustentáveis trazem para a discussão práticas como a economia circular, o locavorismo - leia mais aqui, o consumo consciente e até mesmo o flexitarianismo, que você pode observar mais no vídeo abaixo.

 

A sustentabilidade e os negócios

Diretamente atrelados, sendo cada vez mais itens de comitês internos em empresas de todos os tamanhos, a inclusão real da sustentabilidade nos negócios é observado em exemplos como o estudo publicado pelo Pacto Global e a Russell Reynolds, onde destaca quatro medidas: a seleção de seus líderes, o planejamento sucessório da organização, a forma de remunerar com metas claras e o desenvolvimento de talentos.

As empresas que adotam os comitês, como a Microsoft, já bonificam seus colaboradores no resultado financeiro, e mede a bonificação através de atributos de sustentabilidade, diversidade e inclusão. O Grupo Malwee segue da mesma prática e até defende diante do consumo a consciência:

"O desafio é conscientizar o consumidor, como gastar o dinheiro tem poder enorme. O setor não vai mudar com a velocidade que precisa se o consumidor não mudar as suas escolhas. Será que quero coisas descartáveis? Se fazer essa pergunta é importante. Quando vai comprar uma camiseta ou calça jeans, ele tem a noção que a indústria têxtil é a segunda mais poluente?", cita Guilherme Weege, CEO do Grupo Malwee durante live promovida pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU e transmitida por Ecoa, do grupo UOL.

A sustentabilidade nos negócios vai além de hoje ser diferencial e já é tratada como item fundamental de um negócio existir, pois ela cuida diretamente da verdade, história e futuro das empresas nos mercados em que escolhem atuar, relacionando-se com consumidores em busca constante por negócios sustentáveis, ou que se preocupam com a cadeia por um todo.

 

A sustentabilidade e a arquitetura

Aqui entra o quarto pilar que nomeia este artigo: o cultural.

E ele muito se volta ao que é local, às técnicas ancestrais esquecidas, ao regionalismo que diminui os impactos ambientais secundários como os meios de transportes e embalagens, além de olhar a renda familiar, pois muito se utiliza de itens produzidos na região.

A imagem que ilustra nosso artigo pertence a CASACOR SP 2019 pelo arquiteto Gustavo Neves, com destaque para uma arquitetura vernacular da Casa Sumé, mostrando estar absolutamente atual e feita com recursos naturais e técnicas próprias de uma região específica.

Este modelo de se fazer arquitetura passou a ser associado à sustentabilidade a partir da década de 70, com a Conferência de Estocolmo, e hoje toma cada vez mais destaque por tratar das singularidades do planeta ao que se relaciona ao morar, incluindo questões tecnológicas, econômicas, históricas e ambientais.

Confira mais no vídeo abaixo com relato da união do primitivo à tecnologia.

 

O arquiteto relata, que assim como no início do século XX, quando a arquitetura modernista trouxe para as pessoas a máquina do morar enquanto a indústria sofria uma aceleração desejada e impulsionada, o que hoje vivemos em relação a sustentabilidade é o retrato de um tempo, necessário e adaptável às vidas humanas que podem buscar a evolução ao lado do seu passado, revisitado e novamente em destaque, unindo a tecnologia que o presente/futuro nos reserva.

"A arquitetura tem o dever de orientar e formar a vida das pessoas e contar a história do momento em que estamos vivendo através da arquitetura e decoração", finaliza Gustavo Neves.

 

Entender e ver projetos sendo executados com as premissas que levam os cuidados maiores ao nosso planeta, através de ações sustentáveis, é motivo de orgulho e consciência de pessoas e empresas que assumem esta responsabilidade.

Da mesma forma, sabemos o quanto é difícil colocar este conceito, nos 4 pilares, em prática, já que em simples atitudes diárias, onde poderíamos contribuir, muitas vezes são deixadas de lado.

Com permissão, finalizo com um manifesto:

Permitamos errar, mas trabalhemos todos os dias nossa consciência para que nossa vida esteja cada dia mais sustentável, podendo influenciar também a vida das pessoas que estão próximas a nós, chegando às cidades até atingirmos nosso planeta.

Trata-se de um trabalho em conjunto sermos sustentáveis nos 4 pilares. Vamos juntos?

 

Movimento TOPVIEW
Adriano Tadeu Barbosa
Adriano Tadeu Barbosa Seguir

Sou um comunicador que busca movimentos do Mercado de Luxo para diferenciar pessoas no Marketing Pessoal, desde 2006, com aprovações nacionais e internacionais e conteúdos em diversos formatos para mim e marcas que acredito.

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