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Entender o futuro é se esbaldar do passado

Entender o futuro é se esbaldar do passado

Entender o futuro é se esbaldar do passado, por isso tanto busco significados.

E das diversas formas que você pode encontrar para fazer isso, uma delas é crucial ao olharmos para frente: estudar o comportamento humano.

Seja no mercado de luxo ou em qualquer outro mercado, o comportamento humano se repete em diversos fatores e em diversas formas que a moda é capaz de unir e traduzir em uma linguagem mais fácil de ser compreendida.

Falando em moda e futuro, aposto que veio na sua memória situações em que a moda é cíclica, ela vem e vai, desfiles "gritam" para o mundo situações macro que devemos prestar atenção ou até mesmo os bilhões de dólares que essa indústria gerencia todos os anos. Concordo com você e é por isso um dos motivos que escrevo este conteúdo, acrescentando um tópico: assim como todos os setores econômicos, a moda está em transformação, e quem conseguir observar detalhes poderá usufruir antecipadamente alguns resultados.

Para isso, entender o futuro é se esbaldar do passado

Sempre que viajo, a trabalho ou lazer, busco conciliar visitas em exposições, museus, mostras e até mesmo igrejas matrizes das cidades, onde consigo encontrar um pouco mais das histórias dos locais, já que quase toda totalidade das cidades se originaram ao redor de igrejas católicas. Além destas visitas, busco encontrar com pessoas que com certeza poderão me nortear de uma forma ou outra neste olhar. Pessoas locais.

E como na quarentena eu tenho feito isso?

Buscando online conteúdos e pessoas que possam contar histórias, também na moda, como Beth Venzon e João Braga, ambos historiadores e reconhecidos por estudar e divulgar a moda como foco de seus trabalhos.

Beth Venzon (instagram.com/bethvenzon ) mora na serra gaúcha, já coordenou cursos na UCS – Universidade de Caxias do Sul e hoje está à frente sozinha de um projeto que começou com o estilista Walter Rodrigues e que traz significados em 365 graus na moda (instagram.com/moda365oficial– visitem).

João Braga tem cadeira na Academia Brasileira de Moda e também ensina suas histórias em duas grandes faculdades de renome em São Paulo: FAAP e Santa Marcelina. Além de brilhantemente destacar pontos em seu instagram.com/joaobragaprofessor

Reveja o bate-papo que tive com o professor no começo da quarentena sobre 

Com os dois, diariamente e sempre que possível em conversas mais próximas, minha busca por entender significados do passado para continuar olhando o futuro acontece.

E quais significados já pude encontrar?

Bom, uma resposta que vale alguns milhões de dólares desta indústria. 

Em uma destas minhas viagens por São Paulo, em 2018, talvez quando meu olhar começou a prestar atenção neste tema, pude passar o dia com a gaúcha Beth Venzon em exposições na Japan House (https://www.japanhouse.jp/saopaulo/ ) e no Instituto Moreira Salles (https://ims.com.br/unidade/sao-paulo/ ), ambos na Avenida Paulista.

Na primeira vimos o futuro com exemplos de estilistas orientais e na segunda o passado em uma exposição com o fotógrafo americano Irving Penn.

Logo após pegamos um táxi e no meio do centro histórico de São Paulo começamos a falar da contemporaneidade e revolução que a marca italiana Gucci passou nos últimos anos e que fez com que ela seja um dos exemplos de reinvenção, hoje comandada pelo designer Alessandro Michele.

O responsável criativo pela marca uma vez trouxe que por mais que ele aprenda o que houve no passado, em museus, historiadores, lugares, a visão que ele faz do que aconteceu é atual, pois se vive em um contexto completamente diferente da época em que se sabe. E que tudo isso, imaginado, é que o inspira a ressignificar seu trabalho e despertar o desejo pela marca.

Repare nas últimas campanhas da marca e se encontrar algo do presente que o faça lembrar do seu passado, não será mais meramente consciência. 

A resposta

Foi a resposta para muita coisa que naquele dia eu poderia estar a procura, e que talvez você também esteja, porque o táxi que pegamos nos levou ao encontro do professor João Braga em um apartamento na Praça da República.

Lá, conversamos sobre os olhares de alguns dos últimos movimentos na arte e moda, comparando-os aos primeiros com olhares atualizados para a época. O barroco, como releitura do romantismo, o neo-clássico com a releitura do clássico, e assim continuamos.

Trazendo para os anos atuais, ao olharmos o comportamento do ser humana na moda e também arquitetura, por exemplo, buscamos desconstruir o que estava abandonado em galpões, nos inspirar em mobiliários e estilos dos anos 60, 70, onde as pessoas, muitos de nossos pais, buscavam a liberdade para a época.

O que simboliza nossa busca pela liberdade de expressão atual que as próprias redes sociais nos abriram em possibilidades.

A autenticidade atual é um comportamento que já foi muito valorizado, em suas proporções antigas, que hoje tomam destaque e que em um futuro cada vez mais próximo será item básico para outras revoluções que iremos viver em busca de mais respostas para o que vivemos.

A pressão para que saibamos o que vai acontecer, na vida pessoal e profissional, acelerada em um mundo globalizado e pós-covid onde vivemos, precisa de significados que só o passado consegue nos trazer.

Complexo?

Não!

Minha sugestão é você se jogar em uma exposição como eu fiz (mesmo online), abrir um documentário no Netflix sobre o passado e, quem sabe, até mesmo conversar com um astrólogo, se suas crenças permitirem, e, claro, ver todas as atuais campanhas da indústria da moda que investem em entender o ser humano.

A começar pelas duas grandes referências que lhe trouxe: Beth Venzon e João Braga.

O importante é não se contentar somente com o que se sabe, mas também não acelerar demais em busca da solução do que não existe. Viva!

Crédito imagem 

CAMPANHA DE PRE FALL 2019 DA GUCCI / GLEN LUCHFORD / CORTESIA

 

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Adriano Tadeu Barbosa
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Sou um profissional do pensamento e da prática, um comunicador que busca movimentos do Mercado de Luxo para diferenciar pessoas no Marketing Pessoal, desde 2006, com aprovações nacionais e internacionais e conteúdos em diversos formatos.

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