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As pequenas cidades onde se concentram as pessoas mais ricas no Brasil

As pequenas cidades onde se concentram as pessoas mais ricas no Brasil

O ranking publicado hoje, 11 de agosto de 2020, é feito com base em declarações de imposto de renda de 2018 em um novo estudo realizado por Marcelo Neri, economista da FGV, que destaca as pequenas cidades onde se concentram as pessoas mais ricas no Brasil.

Vale destacar que falamos da concentração de pessoas mais ricas em uma mesma cidade diante da renda média da população, e não estamos falando da minoria rica que vive em grandes centros.

Nova Lima, localizada a 24,2 quilômetros de Belo Horizonte, está no topo do ranking de onde vivem os ricos no Brasil, seguida pelos municípios de Santana de Parnaíba (SP), Aporé (GO), São Caetano do Sul (SP) e Niterói (RJ).

Segundo matéria na portal da revista VEJA, Neri estabeleceu qual era a proporção de declarantes em relação à população total das cidades e obteve a renda média a partir da divisão do valor declarado pelo número de pessoas que habita cada município (Leia mais em: https://veja.abril.com.br/brasil/nova-lima-e-a-cidade-com-maior-concentracao-de-ricos-no-brasil/ ).

A cidade mineira do primeiro lugar fica a 24,2 km da capital Belo Horizonte, concentra pouco mais que 90 mil habitantes, sedia a escola de negócios Fundação Dom Cabral e é um dos principais lugares de atuação da mineradora Vale. Também atrai pessoas que trabalham na capital e moram em condomínios de luxo espalhados pela região.

A segunda colocada, Santana de Parnaíba, com pouco mais que 108.000 habitantes, está localizada a 41 quilômetros de São Paulo e é conhecida pelos condomínios fechados com imóveis de alto padrão.

A cidade goiana Aporé fica em terceiro lugar, impulsionada em grande parte pelo agronegócio local, deixando para quarta colocação a cidade de São Caetano do Sul, também em São Paulo, e em quinto lugar a cidade carioca Niterói - que em 2011 foi considerada pelo mesmo estudo como a cidade número um do ranking.

Se buscarmos as capitais, entre a sexta e décima colocação encontramos Florianópolis, Porto Alegre e Vitória. 

“Existe um padrão que se repete nos dados. Os lugares que atraem os mais ricos não são necessariamente produtivos economicamente. O que explica a concentração é a qualidade de vida", destaca o economista Marcelo Neri.

O que evidencia a aceleração de um movimento que já tínhamos mapeado antes mesmo da pandemia do coronavírus: a busca pela qualidade de vida.

Hoje, com a pandemia instalada no mundo e sentida no Brasil há pelo menos 5 meses, as mudanças que já observamos nas casas e nossa forma de viver durante o coronavírus virou uma micro-série que escrevi em meu Linkedin - CONFIRA AQUI.

Nela, ressalto a redescoberta do lar com consciência, indo para os reflexos de novas possibilidades criadas, até chegarmos ao entorno de nossas casas, que agora completam onde vivemos e ilustram a forma que temos sentido querer por perto.

O que nos faz pensar e sentir um possível êxodo urbano, cada vez mais possível também pela adoção do trabalho em casa, que segundo outro estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas aponta que 30% das empresas irão manter os colaboradores em home office mesmo após a pandemia.

Esta constatação pede a adequação dos espaços, fazendo o mercado imobiliário consolidar um crescimento por residências com metragens maiores, já que dentro delas iremos encontrar o escritório, sala de aula, academia e área de lazer, além do refúgio que se tornou nossas casas como moradia.

Leia o artigo "Minha casa, Meu Templo" - aqui mesmo na plataforma.

Como nos grandes centros urbanos já não é possível imóveis com metragens maiores e qualidade de vida concentrada em proximidade com a natureza e características que somente são encontradas em pequenas cidades, os destinos próximos a estes centros tendem a concentrar ainda mais as escolhas de moradores conectados a este movimento. 

Confira o ranking com as 10 cidades de maior renda média no Brasil, publicado no site da revista VEJA em 11 de agosto de 2020 (Município/Renda Média da População/Patrimônio Líquido Médio da População):

Nova Lima (MG) – R$ 6.253,03 – R$ 321.820,35

Santana de Parnaíba (SP) – R$ 5.384,77 – R$ 279.054,00
Aporé (GO) – R$ 5.233,93 – R$ 736.225,72
São Caetano do Sul (SP) – R$ 4.565,34 – R$ 214.099,50 

Niterói (RJ) – R$ 4.186,51 – R$ 131.999,52
Florianópolis (SC) – R$ 3.998,30 – R$ 151.856,42
Santos (SP) – R$ 3.763,84 – R$ 140.565,88 

Porto Alegre (RS) – R$ 3.725,15 – R$ 145.051,23
Vitória (ES) – R$ 3.516,16 – R$ 132.039,06
Campos do Jordão (SP) – R$ 3.493,98 – R$ 82.853,52 

Fonte imagem destaque Google

 

 

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Adriano Tadeu Barbosa
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Sou um comunicador que busca movimentos do Mercado de Luxo para diferenciar pessoas no Marketing Pessoal, desde 2006, com aprovações nacionais e internacionais e conteúdos em diversos formatos para mim e marcas que acredito.

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